Carnaval, assim como o futebol, virou um negócio empresarial

Assim desfilaram os foliões da Vila Isabel, no RJ, que ficaram sem fantasias (imagem/portalguaira.com.br)


  Mais um carnaval que chega ao fim e os bate bocas começaram. Acusações de todos os lados envolvendo as notas mostra que a disputa deixou de ser saudável e virou uma disputa empresarial. Quem mais perde com isso é o público que assiste e participa dos desfiles.

  Primeiro que hoje participar do desfile da sua escola do coração virou mais que paixão, virou gasto. Para você desfilar paga fantasia, paga mensalidade e outras coisas, enquanto muitas famosas, que nem nos ensaios vão, ganham tudo de graça. Além disso o folião paga por tudo mesmo com os governos destinando horrores de dinheiro as escolas.

  Segundo que mesmo com todo esse dinheiro público em muitos casos parece não haver compromisso por parte das diretorias com o evento. Carros que quebram e fantasias que faltam são coisas inaceitáveis em um evento que tem 1 ano de prazo para ser preparado.

  Terceiro é as acusações que existem entre escolas e o eterno clima de desconfiança. Em Porto Alegre a campeão desfilou com apenas quatro carros alegóricos, enquanto a regra determina cinco. Notas ruins em quesitos que a escola foi boa e notas altas em outros que a escola não foi tão bem aumentam ainda mais o clima de desconfiança.

  Se continuar assim iremos ter um aumento nos blocos de rua. Pois esses, quando feitos de forma ordeira, representam o verdadeiro espirito do carnaval que é brincar, se divertir e não ficar passando trabalho por causa de meia dúzia de pessoas que acabam transformando o carnaval em um negócio muito lucrativo para eles.
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