O que levou o povo as ruas. Capitulo 2 - Aumento nas passagens

  Sem sombra de dúvida esse foi o estopim de toda a manifestação que ocorre atualmente. E começou por Porto Alegre.

  Há alguns meses o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS) apontou diversas irregularidades no cálculo tarifário e disse que o valor, segundo os cálculos corretos, seria de R$ 2,60, ao invés dos R$ 2,85 em vigor. Foi o suficiente para que um pequeno grupo de estudantes se juntasse as manifestações dos rodoviários, que já aconteciam por questões salariais e por melhores condições, e começassem os protestos.

  Quando o prefeito aumentou a passagem para R$ 3,05 os protestos de intensificaram, até que a justiça anulou o aumento e o prefeito viu-se obrigado a deixar a passagem com o valor anterior de R$ 2,85. Porém denúncias envolvendo o lucro dos empresários do setor fizeram com que o movimento se fortalecesse ainda mais e acabasse se espalhando pelo Brasil. Atingindo São Paulo, Rio de Janeiro e demais capitais que agora também protestam.

  Esse movimento contra os aumentos de passagem é mais do que natural, ante os abusivos aumentos. Só em Porto Alegre a passagem subiu 670% nos últimos 18 anos, mais que o dobro da inflação no período que foi de 310%. Já em São Paulo o aumento no mesmo período foi de 392% e a inflação 240%

  E o pior de tudo é que acuados, os governantes começaram a baixar as passagens de uma hora para outra, mostrando que já poderiam ter feito isso antes, mas não queriam. Não acreditaram no poder das manifestações.

  Agora o que começou como um protesto contra o aumento das passagens, transformou-se em uma das maiores manifestações que esse Brasil já teve. Maior até que a manifestação contra o Collor em 1992.

  Demorou, mas o Brasil acordou.

Aumento abusivo das passagens foi um dos estopins para as manifestações (Ramiro Furquin/Sul21)

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