Goleiro Bruno é condenado há 22 anos de prisão e mostra que não existe crime perfeito

Bruno é condenado há 22 anos de prisão e mostra que não existe crime perfeito (Fabiano Rocha/Agência O Globo)


   O goleiro Bruno foi condenado a 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samúdio. Apesar dele e seus comparsas terem feito de tudo para se safarem, a Justiça deixou bem claro que não existe crime perfeito.

  Desde o começo, Bruno e sua defesa insistiram na tese de que não existindo corpo não havia morte e consequentemente não havia crime. Porém a justiça entendeu que se Eliza estivesse viva entraria em contato de alguma forma. Afinal deixou o filho e a mãe para trás.

  Com essa decisão a Justiça agiu de forma exemplar e preventiva. Se aceitasse a tese da ausência do corpo, abriria uma brecha para que bandidos matassem, sumissem com o corpo e saíssem impunes.

  Quanto a condenação de Bruno, sem provas de sua participação efetiva no crime, temos de levar em conta que mesmo que ele não tenha diretamente matado Eliza, sabia do crime e compactuou com tudo. Ele alega que somente sabia que algo iria acontecer. Mas mesmo sabendo que algo iria acontecer ele simplesmente deixou acontecer, o que o torna cúmplice, que é criminoso também.

  Com essa condenação a Justiça brasileira mostrou que está atenta as práticas assassinas. Quem sabe essa responsabilidade se espalhe por todos os setores do nosso judiciário e assim um dia consigamos diminuir a criminalidade?
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