Internação compulsória em São Paulo não é a solução para o crack, mas ajuda

Documento que atesta a internação do aposentado de 62 anos feita a força pela filha (Tahiane Stochero/G1)
 

  Uma filha dopou seu pai para que pudesse interna-lo compulsoriamente em São Paulo. Isso só foi possível graças a uma nova lei que dá o direito ao estado de internar um viciado em crack mesmo contra sua vontade.

  Apesar da medida ser considerada ineficaz, baseada na ideia de que o tratamento só tem efeito quando o viciado decide se tratar, ela ajuda as famílias que convivem com esse drama dentro de casa.

  É muito fácil falar que o melhor é isso ou aquilo, mas só quem tem uma pessoa completamente destruída dentro de casa sabe o que é conviver com essa situação. Ou seja, eles tem que ter pelo menos esse amparo do estado para poderem tentar viver uma vida normal sem ter de expulsar o viciado de casa, o que acontece na maioria dos casos.

  Não dá para pensar de forma racional, pois a racionalidade é uma das coisas que o crack elimina de qualquer ser humano. Usuário ou familiar.

  Pode não ser o melhor, mas em um país que virou uma bagunça, é muito.

  Mas espero que essa não seja a única medida, pois o aumento da estrutura do SUS para tratar viciados ainda é uma obrigação do estado.
Postar um comentário

Postagens mais visitadas