Grife Gregory tinha mão-de-obra escrava em sua oficinas de costura

Em fábrica de roupas da Gregory, mulher não podia parar de trabalhar nem na hora de amamentar o filho.
(imagem/Bianca Pyl/Repórter Brasil)


 O Ministério do Trabalho descobriu, em quatro oficinas de costura da marca Gregory, 23 trabalhadores bolivianos trabalhando em regime de escravidão. Em um desses locais, uma mulher amamentava o filho enquanto trabalhava na máquina de costura. Os armários dos funcionários ficavam trancados para que eles comessem só na hora certa e a jornada de trabalho começava as 7 horas da manhã e terminava ás 10 horas da noite, ou seja, uma carga horária de 15 horas diárias. As oficinas funcionavam em plena cidade de São Paulo.

  A marca se defendeu dizendo que apenas compra peças prontas e não tem nenhum vínculo com essas empresas que não seja comercial e por isso não tem responsabilidade sobre isso. Mas na verdade tem culpa sim.

  Depois que a Zara passou pelo mesmo constrangimento a empresa tinha que ter tomado maiores cuidados para que isso não acontecesse com ela. Pois nem o Ministério do Trabalho sabe dizer se esses casos estão aumentando ou se é a fiscalização que está se tornando mais eficiente, então a marca tem a obrigação de verificar como funcionam suas fornecedoras.

  E depois de analisar a situação eu pergunto, será que a marca nunca estranhou os baixos preços dessa oficina de costura? Pois com a mão-de-obra escrava o salário devia ser irrisório e isso se refletia nos preços cobrados pela empresa. Preço muito baixo pode ser sinal de escravidão, mas para a Gregory, pelo jeito, significava lucros maiores.

  Agora a Gregory tenta se defender e enfrenta uma série de protestos em redes sociais. BEM FEITO!

  OBS: Até hoje quando passo por uma loja Zara eu lembro dos trabalhadores escravos. será que é só eu?
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