A derrubada de ditadores ás vezes traz consequências piores

Os dois cairam e nada melhorou (imagem blogdehistoriaprofandre.blogspot.com)

 A lei de Murphy já prega a máxima de que nada está tão ruim que não possa piorar, mas o mundo tratou de nos últimos tempos nos mostrar que isso é simplesmente verdade.

  Os últimos exemplos disso são a queda e/ou morte de líderes políticos ou revolucionários. Kadafhi na Líbia foi morto, Mubarak no Egito caiu e Alfonso Cano líder das Farc morreu, e tudo piorou depois disso.

  A Líbia está mais instável do que antes da queda do ditador, o Egito trocou o ditador por um grupo de ditadores militares que reprimem os protestos de forma mais violenta que antes e as Farc mataram quatro reféns militares sem nenhuma razão, demonstrando que a falta de um líder irá tornar as coisas bem piores para os reféns.

  Desde a queda de Saddan no Iraque nós começamos a ver que simplesmente matar ou prender os líderes mais radicais não adianta e nem melhora nada. Esses líderes sozinhos não fazem nada, quem faz alguma coisa são seus seguidores e esses sim podem fazer muito barulho, principalmente no caso das Farc. Nos outros casos o problema é a cultura de conflito que existe na região aonde estão esses ditadores, existe uma cultura de resolver tudo com guerra e a intolerância ultrapassa os limites da razão. No Oriente Médio temos visto que o que não é aceito é simplesmente é eliminado pelos seus semelhantes. Diferenças de religião, de região e de grupos pode causar conflitos que fogem a nossa compreensão.

   Esperamos que com essas demonstrações, os homens que detém o poder no mundo tomem mais cuidado ao tentar impor suas ideias através de mortes e deposições, pois sempre haverá alguém para tentar continuar o legado deixado.

   Como eu disse, nada está tão ruim que não possa piorar...
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